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terça-feira, 11 de julho de 2017

DAS RAZÕES DE VIVER E MORRER

Recebo com tristeza a noticia de que o filho de uma grande amiga desistiu de viver após a morte do seu grande amor.

Que angústias existenciais podem levar alguém a desistir de viver quando tem diante de si tantas possibilidades, esta cercado de afeto e sua vida dá sentido a vida de outras pessoas?

Veio a mente a canção de Gonzaguinha que define a vida "como o sopro do Criador/ numa atitude repleta de amor" e diante da dessa beleza conclui que "ninguém quer a morte / só saúde e sorte".

Mas quem entre nós nunca pensou, pelo menos uma vez na vida, em buscar a morte? Depois os sentimentos se organizam e conseguimos restabelecer equilíbrio e prosseguir. Entretanto há os que não conseguem. Como entender essa decisão?

Leio um artigo sobre o tema, descubro as estatísticas com espanto: a cada 40 segundos alguém tira a vida no mundo. Entre as muitas reflexões feitas, me chamou atenção a fala de uma pesquisadora que conclui que o indivíduo, afogado nas suas próprias emoções, em confusão mental, não quer de fato morrer, mas busca uma saída para a angústia que em se encontra, e encara a sua decisão como um passe de mágica, como se pudesse recomeçar, ter uma nova chance ou busca um jeito de acelerar o reencontro com pessoas queridas já mortas.

Acredito que nos cabe compreender, não julgar quem partiu e, sobretudo, apoiar os familiares que vivem a dor da perda.

Mais ainda, conhecer sobre o tema, ( recomendo a leitura do artigo link abaixo) e nos preparar para enfrentar nossos momentos de angústia e/ou ser escuta e apoio a alguém em um momento de aflição.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ATÉ O ÚLTIMO HOMEM - CRITICA DE FILME

Confesso que tenho uma certa resistência com filmes de guerra e também dificuldade com o estilo Mel Gibson de apresentar violência, beirando ao sadismo. (Tive horror a sua concepção da obra A Paixão de Cristo). Entretanto, ouvi tantas boas criticas ao filme que resolvi apostar.

A trama é inspirada na quase inacreditável história real de Desmond Doss (interpretado pelo ator Andrew Garfield, concorre ao Oscar), um americano, que alistou-se no exército após se sensibilizar as dificuldades enfrentadas pelo seu país na 2ª Grande Guerra, mas, por conta da sua crença adota a postura de Objetor da Consciência, isto é, recusava-se a portar armas durante o conflito, acreditando que seu dever não era tirar vidas mas preservá-las através dos cuidados médicos.

A narrativa é simples mas bem construída. Na primeira parte, o filme caracteriza o personagem, seus dramas familiares, a relação com a religião, elaborando a origem da sua aversão à violência. O toque divertido fica por conta do envolvimento amoroso com a enfermeira Dorothy, com suas inexperientes investidas românticas.

Segue-se a decisão de alistar-se no exército e a difícil adaptação à vida militar diante da decisão de não usar armas. O capitão do pelotão (Vince Vaughn)  que encarna o estilo "militar nervoso",  através um jogo de atitudes e vai fazendo como que o soldado  seja isolado e até agredido pelos seus colegas militares, em função da sua crença. E o difícil processo chega ao auge quando ele é levado a Corte Marcial do Exercito por desobediência e finalmente liberado para lutar desarmado.

Toda essa preparação nos leva para o clímax da história, a atuação e a redenção do personagem, em Okinawa, a batalha de toma do desfiladeiro de Hacksaw, uma zona crucial para dominação do território japonês. Ai, entra a forma explosiva de Gibson de construir as sequência de ação. A câmara move-se através dos campos de batalha captando cada detalhe grotesco, numa intensidade e num realismo inquietantes. E é nesse cenário verdadeiramente infernal que postura de ajudar e a preocupação com o sofrimento de Desmond tem momentos emocionantes.

Do meu ponto de vista houve um certo exagero não só na exposição da violência da guerra (o estilo do diretor) e uma preocupação em enaltecer demasiadamente o personagem quase um "herói divino",  tudo com o objetivo claro de "demonização" dos soldados japoneses e consequente glorificação das tropas americanas. Mas afinal os vencedores constroem as suas próprias visões.

Guerra, heroísmo e religião são temas caros para Gibson e para a maioria dos americanos e ele consegue fazer um filme com qualidades artísticas e que tem tudo para agradar ao publico.


Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) — EUA, 2016
Direção:
 
Mel Gibson
Roteiro: Robert Schenkkan e Andrew Knight
Elenco: Andrew Garfield, Teresa Palmer, Vince Vaughn, Hugo Weaving, Sam Worthington, Rachel Griffiths, Luke Bracey
Duração: 139 min

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ESTRELAS ALÉM DO TEMPO - FILME

Existem histórias reais que precisam ser contadas, e essa merece, até para que sejam relembradas as dificuldades de conviver com odiosa segregação dos afro descendentes.

Década de sessenta três mulheres brilhantes que trabalham na Nasa, situada numa Florida segregacionista, embora extremamente inteligentes, elas ocupam postos inferiores, por serem mulheres e por serem negras. E o desafio é encontrar oportunidade de mostrar suas aptidões, mesmo que para isso tenham que enfrentar humilhações cotidianas.

A personagem principal Katerine Johnson, por exemplo, tinha uma inteligencia matemática brilhante, é convocada para contribuir no calculo da trajetória dos foguetes, e, apesar da significativa contribuição que dá ao projeto, recebe a hostilidade velada dos colegas e tem que caminhar quase um quilometro para utilizar o sanitário para “pessoas de cor”, que fica em outro bloco.

Já Mary Jackson, mesmo com o talento incomum para aprimoramento técnico dos testes da capsula espacial no 'túnel de vento", não consegue sair do cargo de assistente para tornar-se uma engenheira plena. Para entrar numa “universidade de brancos”, teve que travar uma batalha jurídica.

Dorothy Vaughan, a terceira personagem, tem outro desafio, descobrir como programar a nova maquina processadora de dados (o computador) e compartilhar o conhecimento com as colegas, já que os empregos estão ameaçados, fazer-se útil é o caminho.

O filme opta pelos caminho cinematográfico mais tradicional, seguindo uma sequencia temporal, dando uma “suavisada” vamos dizer assim, nas consequências da segregação são mostras com um relativo bom humor. Mas a força da história e o desempenho das atrizes conseguem tornar o filme interessante.

E certamente vai inspirar muitas meninas a conquistar seus espaços profissionais e pessoais. E lembrar que, mesmo com direitos civis conquistados, o preconceito ainda se mantem, de forma mais sutil.

Quer saber mais das cientistas que inspiraram o filme e o livro, leia a matéria.


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

FRUTILLAR - UM POUCO DA ALEMANHA NO CHILE

 Toda a região do sul do Chile tem forte influencia alemã.  Estes povos começaram a chegar aqui em 1852, incentivados pelo governo chileno e com disposição para transformar economicamente a região. Se dedicaram a agricultura, moinhos, destilarias, curtumes e ao comércio.


A pequena comunidade de Frutillar, na margem oeste do lago Llanquihiue, reflete bem a influencia alemã. No verão, ocorre um grande festival de música clássica, que reúne participantes do mundo inteiro. Outros eventos musicais também ocorrem na cidade e por conta disso há monumentos em homenagem a arte musical em diversas parte da cidade.

Um imponente teatro feito de madeira à beira do lago, o Teatro do Lago, também evoca o amor as artes.


Mais uma vez enfrentamos uma chuva fina e persistente que aumentava a sensação de frio. Nos restou o aconchego da lareira de um bom restaurante, um copo de vinho, comida gostosa para consolar a "mala suerte". E jogar o jogo do contente, podia ser pior... um terremoto ou uma erupção vulcânica (o Cabulco esteve ativo em 2015).


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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

NAVEGANDO


Hoje ela faria aniversário. Sua chegada foi um momento de absoluta felicidade, tempo de conhecer uma espécie de amor que nunca havia experimentado antes.

Olhava aquela menininha adormecida e queria aconchegá-la e protegê-la para sempre em meus braços. Pais são assim, nosso desejo é sempre que estejam seguros. Mas a vida é impermanência e filhos são como barcos, preferem o perigo dos mares à segurança do cais. E ela foi navegando pela vida afora, vivendo a própria aventura.

Se há alguma coisa de que não me arrependo na vida é de ter tido filhos. Peço licença poética a Adélia Prado, para tomar versos emprestado: Amor é a coisa mais alegre/ Amor é a coisa mais triste/ Amor é a coisa que mais quero, e propor a substituição da palavra amor pela palavra filho (que é quase a mesma coisa).

Sim, filhos nos enchem de grandes alegrias. E foram muitas as que ela me trouxe, não de êxitos profissionais, embora os tivesse, mas destas alegrias cotidianas, tranquilas ou inquietantes. Seu jeito doce, suas palavras de animo nos momentos que eu fraquejava, tornavam a vida melhor. Seu jeito ácido, suas críticas tornavam a vida um desafio. Foi uma grande experiência tê-la como filha e compartilhar com ela afeto e companheirismo.


A grande tristeza foi não poder tomar o seu lugar no tempo do sofrimento. Numa carta para o seu filho Pedro, Vinicius de Moraes diz, “ me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua”. Como o poeta queria trocar de lugar com ela.


Num texto sobre a morte, Rubens Alves, fala que quem disse que Deus pai mandou matar o seu Filho para pagar contas pendentes, nunca foi pai ou mãe. Porque os pais, havendo contas a pendentes, mesmo com risco de sangue, caminhariam ao matadouro. Entretanto, para nossa tristeza, como também deve ter sido para Ele, isso não é possível. Vivemos na impermanência do mundo, onde a única certeza que nos guia é a morte. E ela nos atinge, sem perguntar dos nossos sonhos, dos nos nossos planos, se muitos irão chorar por nós.


Como Alves não imagino um Deus forte, poderoso. Desta forma, Ele poderia ter impedido a morte a minha filha, e não o fez. Seria terrível acreditar nisso. Prefiro um Deus fraco, que não pode evitar que a morte ocorresse. Mas sentou, me abraçou, chorou e esteve comigo, sem deixar que me perdesse no mar de pranto e sofrimento.


E aos poucos, no meio da minha tristeza, foi me fazendo descobrir que a vida ainda podia ser “vivida”, apesar da dor. Foi me fazendo enxergar quais os laços que me prendiam a vida. Os jovens braços carinhosos do meu filho e da minha nora. Os calejados braços dos meus pais e seus cuidados. Os ternos braços das minhas irmãs, dos meus sobrinhos, dos meus amigos e suas alegrias.

Colocou no meu caminho poemas, livros (como o Livro Tibetano do Viver e do Morrer), textos, para que eu pudesse refletir e aprender. Mas sobretudo, encontrei na caminhada dores de outras pessoas vivendo momentos de perda, para que pudesse escutar, espelhar e apoiar. Faço parte agora do grupo Mães sem Nome.


Há momentos também em que me escondo no porão da solidão, pois preciso de silencio, para não me esvair em fúria, em lágrimas, em dor. Ele me lembra que é um processo, e como tal é vivido com muitas emoções diferentes (a dor da perda, a nostalgia de boas lembranças, a saudade intensa). E ouço outro poeta, Elizabeth Bishop, que diz a " a arte de perder não é nenhum mistério", e aconselha " perca um pouco a cada dia". Tento ter paciência comigo e prossigo a minha navegação pela vida até chegar na outra margem.



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domingo, 7 de agosto de 2016

BELEZAS NATURAIS DO SUL DO CHILE

O parque Nacional Vicente Perez nos encanta pela beleza, se o cruzarmos atravessaremos a fronteira com a Argentina e chegaremos até Bariloche. Essa é uma das rotas clássicas do turismo sul-americano. Não vamos fazer o Cruce Andino desta vez mas caminhar um pouco pelo parque.



O começo da rota é o rio Petrohué com suas águas de tons esmeralda influenciada pela presença das rochas vulcânicas. 



No seu curso belas quedas d'água para nosso deleite visual.



Durante o passeio aaminhar pelas trilhas entre bosques e ir descobrindo as várias faces deste rio. O tempo melhorou um pouco e as fotos ganharam outra luz e cor.




Outro local interessante do Parque é a Lagoa Verde. A coloração das águas neste tom de verde é ocasionada pela presença de algas. 






A natureza nos presenteia com tantas belezas e vale a pena desfrutá-las. Por isso gosto tanto de viajar.


Veja o vídeo que o google criou aqui.

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ENTRE LAGOS, VULCÕES E CHUVA

O Chile é que, como disse o poeta Neruda, tem uma louca geografia. Tem um território alongado, se estende por 4270 km do norte ao sul, mas tem uma curta extensão leste-oeste. É o país mais estreito do mundo. No norte um dos climas áridos do mundo o deserto do Atacama, estive por lá em2013. E ao sul a Patagônia Chilena, com clima úmido e frio. E, mesmo em pleno inverno, nos arriscamos a comprar uma passgem para o sul. 


Não lembro exatamente o ano em que visitei o sul do Chile (pelo meu rosto lisinho na fotografia dá para perceber que já tem bastante tempo), naquela viagem cruzamos a Cordilheira dos Andes até a Argentina. Ficou muito viva na minha memória a beleza do lugar, por conta disso, decidi voltar.

Uma promoção de passagens foi oportuna e o que me deixou apreensiva, julho não era a melhor época para visitar o lugar, a possibilidade de chuva era muito grande, e chuva atrapalha qualquer viagem.

Chegamos através do aeroporto de Puerto Montt, a porta de ingresso da Patagônia Chilena. Não nos detivemos ali, nosso destino era a pequena Puerto Varas, há 20 km. Localizada a beira do lago Llanquihue, o terceiro maior lago natural da América do Sul. Nas suas águas azuis do lago se reflete o majestoso vulcão Osorno, nos dias mais claros é possível ver também o vulcão Calbuco. 


Nas suas águas azuis do lago se reflete o majestoso vulcão Osorno, nos dias mais claros é possível ver também o vulcão Calbuco. A visibilidade não estava das melhores, Osorno estava coberto de nuvens.




Nosso primeiro passeio foi chegar bem perto do Osorno. A caminhada pelas bordas do lago, com paradas estratégicas para contemplar a paisagem. Entretanto, a umidade era grande e nuvens já prenunciavam chuva.


A medida que nos aproximávamos o tempo ia ficando cada vez mais nublado, e  o grande vulcão encoberto pelas nuvens.




Comparem as duas fotografias, a da viagem anterior e dessa, e vejam o quanto o clima pode comprometer as experiências de uma viagem e as fotografias.




Na base do Osorno há uma estação de esqui, que estava com pouquíssima neve e, portanto, sem a frequencia dos esquiadores. Nos acompanhou a chuva com pequenos flocos de neve e sobretudo o vento nos impediram de subir nos até o topo, nas cadeirinhas. Nos restou a cafeteria para um chocolate e estar pertinho do aquecimento.

Apesar das condições o passeio prosseguiu até o Lago Todos os Santos. E ai desafiamos a chuva com vontade, apesar disso, decidimos fazer o passeio de barco. As nuvens e o cinza comprometeram a visibilidade. Coloco aqui as fotos da viagem anterior só para que tenham ideia do visual. Só não foi pior porque o barqueiro compartilhou conosco uma caça que havia preparado para o almoço.

Em dia de sol....


Agora com chuva...


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